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Ocorrências Policiais

Invasão a mansão da família Matsunaga no Alto de Pinheiros termina com três mortos e caso vai ao DHPP

Criminosos invadiram residência da família Matsunaga, renderam funcionários e procuraram joias e um cofre. Ação da Rota terminou com três suspeitos mortos, um preso e um policial ferido.

Redação Banca PaulistaRedação
Publicado em
4 min de leitura
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Imagem editorial de fallback da Banca Paulista

Quatro suspeitos invadiram uma residência da família Matsunaga na Rua Alberto Faria, no Alto de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, na quarta-feira (14). Durante a ocorrência, funcionários foram rendidos e equipes da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) foram acionadas. A intervenção terminou com três suspeitos mortos, um homem preso e um policial militar ferido.

As circunstâncias das mortes são investigadas pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

O imóvel pertence à família de Marcos Kitano Matsunaga, empresário da indústria alimentícia Yoki assassinado em 2012. Segundo informações do boletim de ocorrência divulgadas pela imprensa, os invasores procuravam joias, um cofre e informações sobre o proprietário.

Funcionários foram surpreendidos durante a invasão

De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil em 16 de outubro, três funcionários estavam na cozinha quando foram surpreendidos pelos quatro invasores, dos quais pelo menos dois estavam armados. Entre as vítimas estava o motorista da residência, que relatou ter sido imobilizado e agredido. Seu telefone celular foi levado durante a ação.

Os funcionários conseguiram se proteger em outro compartimento do imóvel e permaneceram no local até a chegada dos policiais militares. O proprietário, Mitsuo Matsunaga, informou à polícia que recebeu um aviso sobre a invasão e entrou em contato com as autoridades. Imagens de monitoramento divulgadas posteriormente mostram um carro escuro entrando na propriedade.

Confronto com a Rota deixa três suspeitos mortos

Ao chegarem à residência, os policiais encontraram um dos suspeitos no pavimento térreo. O homem foi detido sem ferimentos. Outros três suspeitos foram localizados dentro da propriedade. Segundo a versão policial divulgada, houve confronto armado entre eles e as equipes da Rota.

Dois homens morreram no local. O terceiro foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Lapa, mas não resistiu aos ferimentos. Um policial militar foi atingido no ombro e encaminhado ao Hospital das Clínicas. Conforme as informações divulgadas após a ocorrência, ele não corria risco de morte. Os funcionários foram retirados da residência com vida.

Ocorrência foi registrada no 14º DP e mortes são apuradas pelo DHPP

O suspeito detido foi encaminhado ao 14º Distrito Policial, em Pinheiros, onde a ocorrência de roubo à residência foi registrada. A investigação das mortes ocorridas durante a ação policial foi encaminhada ao DHPP, responsável por apurar as circunstâncias dos disparos e a dinâmica da intervenção policial.

A Polícia Militar também instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para examinar a atuação dos agentes. Trata-se de procedimentos com finalidades distintas. A investigação do roubo busca esclarecer a ação criminosa e identificar os responsáveis. Já a apuração das mortes e o procedimento militar procuram determinar as circunstâncias do confronto e a regularidade da atuação policial. A instauração dessas investigações não significa, por si só, que tenha ocorrido irregularidade na intervenção.

Residência já havia sido invadida em 2023

A ocorrência de outubro de 2026 não foi o primeiro roubo registrado na propriedade. Em agosto de 2023, a residência foi alvo de outra invasão. Na ocasião, integrantes da família foram rendidos e os assaltantes levaram aproximadamente R$ 20 mil em dinheiro, além de joias, relógios, telefones celulares, um computador portátil e armas de fogo. Os episódios aconteceram no mesmo imóvel, mas as informações disponíveis não permitem estabelecer ligação entre os envolvidos nas duas ocorrências.

O que a legislação prevê sobre roubo, reféns e intervenção policial?

O Código Penal brasileiro prevê o crime de roubo no artigo 157, caracterizado pela subtração de coisa móvel alheia mediante violência, grave ameaça ou outros meios previstos na legislação. Circunstâncias como concurso de pessoas, emprego de arma de fogo e restrição da liberdade da vítima podem influenciar o enquadramento jurídico e as consequências penais, dependendo da comprovação dos fatos.

Quanto à intervenção policial, o artigo 25 do Código Penal disciplina a legítima defesa, que exige reação a agressão injusta, atual ou iminente, utilizando moderadamente os meios necessários. A aplicação dessas regras depende das circunstâncias concretas e das provas reunidas pelas autoridades. No caso da residência do Alto de Pinheiros, a investigação deverá analisar depoimentos, perícias e outros elementos para esclarecer a dinâmica dos disparos.

O que ainda está sendo investigado?

A investigação poderá esclarecer como os suspeitos obtiveram acesso à residência, se receberam informações prévias sobre os bens existentes no imóvel, a sequência exata do confronto e a eventual participação de outras pessoas. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o sistema interno de câmeras da propriedade teve o fornecimento de energia interrompido, e as gravações não puderam ser recuperadas naquele momento.

Até o fechamento desta reportagem, não havia confirmação de conclusão das investigações conduzidas pelo DHPP ou de decisão judicial definitiva sobre a situação do suspeito preso. O caso permanece sujeito a novos desdobramentos.

Nota editorial: Relatos iniciais divergiram sobre o número total de reféns. Esta reportagem utiliza a identificação de três funcionários descrita na cobertura baseada no boletim de ocorrência divulgado em 16 de outubro de 2026.

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